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Laurent
Vernhes

Autoridade em globetrotting, Laurent Vernhes já pôs seus pés em mais de noventa países e morou em meia-dúzia deles, fosse mochilando pelo Nepal ou visitando os hotéis e destinos mais sofisticados do mundo, o objetivo era (e ainda é) o mesmo: ser surpreendido positivamente.

@maisonvernhes

CEO da Tablet Hotels, plataforma de busca e reserva de hotéis exclusivos, Laurent Vernhes usa toda sua expertise para ajudar viajantes a “encontrarem beleza e substância” em suas viagens. Aos vinte e poucos, deixou sua França natal para viver na Ásia trabalhando como expatriado; depois, partiu para realizar o sonho de viver em Nova York e ter seu quinhão na revolução da Internet como co-fundador da Tablet. Recentemente, decidiu levar seu gosto por champagne a sério ao estabelecer sua própria micro- produtora, a Maison Vernhes, tornando- se um enterpreneur em série.

Razão de frisson para os nova-iorquinos que entendem e apreciam champagne, o bubbly é tido um dos melhores vinhos do gênero já produzidos e só pode ser adquirido diretamente com Laurent ou numa única loja em Nova York, sob aprovação dele. Por seu trabalho ser resultado de paixões pessoais, não soa como surpresa que a Maison Vernhes e a Tablet Hotels tenham carimbo de coolness e excelência.

Em entrevista exclusiva à Lifestyle Mag, Laurent Vernhes fala sobre investir alma em seus projetos, a importância de assumir riscos e desvenda por que seu champagne é tão, tão exclusivo. De uma estadia no requintadíssimo The Lanesborough Hotel, em Londres, a uma visita ao templo zen-budista em Koya-san, passando por temporadas tranquilas em Franschhoek e tempestades de areia no Burning Man, Laurent Vernhes é fortemente inspirado pelo contraste dos lugares para os quais viaja. Felizmente, ele vive dessa paixão como CEO da Tablet Hotels, plataforma online de busca e reserva de hotéis boutique e de luxo.

Vernhes nasceu na França, onde teve uma infância comum como o filho único de pais “muito modestos e trabalhadores”, vivendo no sul da França e, depois, nos arredores de capital francesa. “Sempre tive o desejo de escapar. Minha primeira parada como jovem adulto foi a burguesia parisiense e tudo o que vem nesse pacote. Mas logo depois comecei a ter medo de ficar preso numa autossatisfação parisiense e, então, conhecer o mundo tornou-se uma obsessão”, conta à Lifestyle Mag. Seu ótimo desempenho acadêmico – e a música e personalidade de David Bowie, que o ajudou “a acreditar que poderia ser qualquer coisa que quisesse ser” – serviu como passaporte para novas experiências.

Na década de 1980 passou a trabalhar na Ásia, desenvolvendo novos mercados para gigantes globais como Michelin e The News Corporation. Viveu como expatriado em diferentes cidades do continente asiático durante dez anos. Conheceu, sim, os quatro cantos do globo; já visitou mais de noventa países, morou em seis deles.

“Fui muito influenciado pelos lugares que visitei. Tanto que já não vejo um significado profundo no conceito de nacionalidade. Com uma exceção: escolher um time de futebol para torcer durante a Copa do Mundo”.

Depois da Ásia, se deu conta de que queria ter seu próprio negócio e fazer parte da revolução global gerada pela Internet. Decidiu assentar-se no Brooklyn, em Nova York, e lá vive até hoje com sua esposa e três filhos. Mas não parou de viajar.

Desde o ano 2000, a Tablet Hotels existe sob o ideal de ajudar viajantes a encontrar beleza e substância em suas experiências e também apoiar os negócios de criadores e hoteleiros independentes. Em meio à cacofonia de informações e propagandas, a Tablet tem não apenas um refinamento, mas um tantinho a mais de alma, um quê mais pessoal, do que outros sites do gênero. O próximo passo da empresa é lançar ainda neste ano uma nova ferramenta a qual possibilita que pessoas se conectem a partir dos gostos que têm em comum, rompendo com as tradicionais categorias sociais e demográficas.

“Em se tratando de conectar pessoas, acredito que o gosto pessoal transcende todo o resto – nacionalidade, gênero, raça, religião, dinheiro, idade…”

Atualmente, o empresário não pretende se acomodar, não se cansa de conhecer coisas novas. Segue em busca de novos destinos, novas ideias – “Estou reconfigurando meus sonhos”. Nesta fase de reconfiguração, eis que surge uma nova empreitada: sua pequena produtora de champagne, que atende pelo nome Maison Vernhes.

“Antes mesmo de ter idade para beber, eu sonhava com champagne. Sempre associei esta bebida à felicidade. Muito mais tarde, pensei que vinhos seriam um caminho para eu me reconectar à minha herança familiar. E o champagne me pareceu um bom ponto de partida”.

Com tarja de exclusividade e excelência, o recém-lançado bubbly Maison Vernhes causou burburinho entre conoisseurs e foodies de Manhattan. De acordo com Laurent, o que separa um bom champagne de um excelente é a qualidade e suavidade da euforia que ele cria – além de terroir, cuidado com vinhas uvas, clima adequado, técnica e experiência, bien sûr. “Procuro equilíbrio e complexidade, com o mínimo de manipulação durante o processo de produção”, diz sobre o blend, que além da acidez da pinot noir, conta com elementos de outras uvas.

Seu produto só pode ser adquirido diretamente com o próprio Laurent ou em uma única loja no Brooklyn, mediante a aprovação dele. O francês explica por que.

“A produção é bastante limitada e uma grande demanda esgotaria o fornecimento instantaneamente. Em vez de aumentar o preço, que seria a postura capitalista comum, acho mais interessante vender o produto àqueles que realmente o apreciam. E, para construir uma marca, é positivo ter os clientes como os próprios embaixadores dela”.

Uma forma inteligente e moderada de lidar com as dificuldades econômicas e de marketing que pequenas startups podem encontrar. Faz bastante sentido que seja assim. Tal qual a Tablet Hotels, a Maison Vernhes é fruto de uma abordagem empresarial sobre uma paixão pessoal.

“Não acho que devemos buscar aceitação universal. Minha busca é por alma e por ser verdadeiro. Quanto mais fundo você cava, maiores chances terá de conseguir tocar e alcançar outras pessoas”.

Curiosamente, quanto mais pessoal é uma criação, mais universal o seu apelo. E isso é um trunfo que Laurent e tantos outros criadores e produtores independentes, de quaisquer áreas, sabem usar a seu favor. Laurent é do tipo que não se interessa tanto pelo destino quanto pela jornada. Quando viaja – uma decisão impulsiva, geralmente –, a primeira coisa que faz ao chegar no lugar, é perambular sem rumo pelos arredores. Sem pressa, sem planos.

Se sua excelência acadêmica acabou proporcionando a ele uma vida nômade, sua existência nômade o levou a conquistar conhecimento através de experiências – fossem elas ruins ou boa, como uma visita às Ilhas Marquesas Fatu Hiva e Nuku Hiva, as quais aponta como um dos destinos mais mágicos na Terra.

Embora esteja bastante ocupado reinventado a Tablet Hotels e encabeçando uma pequena produtora de champagne, o francês encontra tempo para passar com a família e para pensar na próxima viagem – “É o que me mantem energizado e inspirado”. E pretende continuar a se arriscar e inovar. E sem se levar tão a sério. “Se você se leva a sério demais, terá dificuldade em superar seus fracassos. O que significa que será menos provável que corra os riscos necessários para mudar seu mundo. A não ser que você aceite viver num mundo definido por outras pessoas, assumir riscos é algo fundamental.”

Laurent Vernhes

Entrevista para a Lifestyle Mag, antigo nome da Claur Magazine.

 

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