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Rodolphe Parente

Seus projetos estão em alguns dos endereços mais cobiçados de Paris e do mundo, mas sua lista de mentores parece só aumentar, sinal de que o jovem francês Rodolphe Parente tem maturidade o suficiente para admitir que evolução vem a com humildade, e muita paciência.

O Rosto do Estilo Parisiense Moderno

rodolpheparente @rodolpheparente

“A responsabilidade do designer está na maneira de entender e interpretar tudo o que o cliente deseja ou não desenvolver em um projeto. Cada profissional tem seus próprios paradigmas quando se fala em sustentabilidade”

Na sua opinião, qual é o grande legado deixado por Jean Michel Frank e Pierre Chareau?
De que forma seus projetos o inspirou? Eu amo o jeito que JM Frank desenvolveu a sua atmosfera sem quaisquer ideias suburbanas estabelecidas. Ele tentou ampliar a visão de design de interiores: o arranjo simples e austero, uma vontade de criar obras atemporais. Eu realmente amo as proporção nos trabalhos de Pierre Chareau. Ele tem sido um designer de interiores impressionante, que trabalha maravilhosamente bem com luz natural, como fez na “casa de vidro”, em Paris.

Como foi ter trabalhado na agência Andrée Putman`s? De que forma essa experiência afeta seu estilo e carreira?
Andrée foi uma guia interessante para afirmar uma espécie de “story-telling” no projeto de design de interiores. Ela me ensinou a criar cenários incríveis, a desenvolver interiores confortáveis, com detalhes e amabilidades.

Você já projetou hotéis, residências, cenários e escritórios, então teve contato com diferentes tipos de clientes e públicos. Qual destes mercados você se identifica mais e qual seria o seu próximo desafio?
Cada projeto é uma história especial que eu tento contar, e estou realmente ligado a todos, mesmo que existam inúmeros projetos com grandes diferenças. O “Concret Flat” é um projeto muito especial porque o cliente tinha uma ideia bastante original sobre o que ele queria: ele me pediu para desenvolver um flat usando Twin Peaks, de David Lynch, como a inspiração. Ele queria se sentir como o anão dançando em uma determinada cena do filme. Foi incrível propor uma solução para esse charada, e me incentivou a ser ainda mais curioso sobre tudo.

“A arte é naturalmente inspiradora. Eu só preciso ser capaz de me adaptar ao contexto para dar o tom certo, que coincide com o projeto. Eu amo Valentine DeWain, Olafur Eliasson, sua visão de materiais e cores para mudar a nossa percepção do espaço”

Como você vê a relação entre o consumo, novo design e sustentabilidade? Na sua opinião, de que forma deve a sociedade deve agir à luz do fato de que, hoje em dia,o consumo e os novos lançamentos geram questionamentos sobre a utilidade e longevidade das coisas?
A responsabilidade do designer está na maneira de entender e interpretar tudo o que o cliente deseja ou não desenvolver em um projeto. Cada profissional tem seus próprios paradigmas quando se fala em sustentabilidade. Eu tento trabalhar com produtores locais, com acabamentos naturais, como pedra e metal para criar um design ntemporal.

Você trabalho é influenciado pela rotina e suas emoções. Como você se definiria?
Você deve perguntar aos meus amigos ou minha família. Eu sei que eu sou muito rigoroso, com uma mente inquiridora. Faço tudo com seriedade, mas, ao mesmo tempo, não me levo muito a sério! Além disso, estou preocupado é em ter um coração verdadeiro. Para criar é preciso sentimento e lealdade.

Como membro do Conselho Francês de Designers de Interiores, que conselho você daria para quem está começando na profissão?
Aconselho a manter a fé, a trabalhar duro para além da questão de estilo. Não se esqueça que nós trabalhamos em uma realidade de construção e economia. Não há projetos artísticos sem paixão! É um trabalho muito emocional que precisa de muita entrega, a fim de ir mais longe e se superar. Gosto do fato de que cada projeto é único e é uma maneira de contar uma nova história. É importante estar apaixonado por seu trabalho, mas eu diria que é muito mais importante estar encantado com o desenho, os materiais, os edifícios e a arquitetura do que estar em busca do título “designer e arquiteto de interiores “.

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O que fez você se tornar um designer?
O meu pai. Ele tinha uma empresa de construção e eu passei a infância em contato com essa realidade.

Vejo um vínculoentre o seu trabalho e arte. Qual a sua opinião sobre o design como arte?
Muito tem sido lançado no universo de design de produto. Como você pode continuar a ser original? A arte é naturalmente inspiradora. Eu só preciso ser capaz de me adaptar ao contexto para dar o tom certo, que coincide com o projeto. Eu amo Valentine DeWain, Olafur Eliasson, sua visão de materiais e cores para mudar a nossa percepção do espaço. Eu realmente aprecio quando artistas, como Jenny Holzer, agem transformand a arquitetura. Donald Judd ou James Turrell, para citar alguns mais contemporâneos. Amo a diversidade e gosto de percorrer o caminho de outros designers, porque me inspiram no di-a-dia.

Como você estabelece o limite entre a arte decorativa e o design? Em que momentos você acredita estas duas frentes podem coexistir em design de objetos?
Para mim, não há limite, estes universos coexistem. A questão só é baseada na produção: o produto do projeto envolve a produção industrial em uma grande edição, enquanto a arte decorativa implica artesanato tradicional, em edição limitada.


Photos: Courtesy Fantastic Communication

La Réserve – Chic Riviera

Synonym of comfort and elegance, La Reserve Ramatuelle means less ostentation and more good taste. ‘Hors Concours’ in the appearance of the hospitality, the right destination to join treatment and rest to a breathtaking scenario.



Joie de Vivre

lareserve @lareserveparis


Getting to La Reserve de Ramatuelle brings the feeling of entering a beautiful beach house, or of course, a summer residence on the Côte d’Azur. But what is important is that the impact is not that of a sumptuous hotel, which impresses with ostentatious luxury. Suffice to say that the commune of Ramatuelle can be compared to the Hamptons, the affluent Long Island territory that attracts New Yorkers to refresh themselves on their beaches in the summer. Carrying this parallel to France, one has a better dimension of the discreet elegance inherent in the place, which despite being a magnificent neighbor of Saint Tropez, keeps a quieter and more reserved environment.

Designed by the architect Jean Michel Wilmotte, La Reserve Ramatuelle was built from the revitalization of a building from the 1970s. The original facade of shells, plaster, and brick reflects the Mediterranean setting and has been completely preserved in the new layout. On the other hand, the decoration of the interior was entrusted to the designer Rémi Tessier, who brings to his work the idea that luxury should be felt and not forcedly displayed, which is exactly what you can see in La Reserve hotels, either in Ramatuelle or in the units of Geneva and Paris.

Tips By Claur

Style & Concept: Despite the proximity of St. Tropez, tranquility reigns here.

On the map: It’s worth getting to know the surroundings, like the small and charming cities of Gassin and Grimaud.

Rooms: All 28 rooms have balconies and are very sunny. In addition to these, 14 villas offer an even more private option.

Design: Its design resembles a modern ship, delicately positioned above the sea.

Pool / Gym: All villas have their own pools, some of which also have a pool house.

Restaurant / Bar: Its main restaurant, La Voile, has a Michelin star.

Amenities: Organic food from the hotel’s private garden, plus a la carte breakfast and housekeeper.

This proposal to live the luxury means nothing more than the extreme attention to detail and to both the ambiance and the quality of the guest service. It is the hospitality preached, above all, by Michel Reybier, founder of the hotel. Simple and discreet, just like the most elegant figures, monsieur Reybier developed various other businesses. All of them carry in common the excellence assured by the name of his brand. One of them, the Cos d’Estournel winery, produces wines in an artisan way, seeking each bottle to be a piece of art. 

So much attention and care can make you unwilling to leave the hotel, but still worth a visit to Gassin – only a 20-minute drive will get you to a very charming place. As well as Saint Tropez, which is always worth a visit, the town has great restaurants, such as La Verdoyante and Le Pescadou, both great options for those who are already used to eating at La Voile, Reserve restaurant is run by Chef Eric Canino.


Photos: Courtesy La Reserve