NET-A-PORTER Limited

Tash Sefton

The founder of one of the most top websites nowadays shows her versatility and proves that her talent and creativity goes beyond web.

Talent with style

wheredidyourstylego.com @tashsefton

“After years of gathering industry and personal knowledge about what works, what doesn’t and why –  it is now time for me to share this. I am exploding with knowledge! (and my kids aren’t interested yet”)

The Australian Tash Sefton is Sydney based and is most known as a publisher and founder of the blog of online shop They All HateUs. Launched more than 10 years ago with her friend Elle Ferguson, the blog was revolutionary at that time and soon became a benchmark for how online retailing would leverage social media in the years that followed.

A specialist in the fashion industry, she started her career more than 20 years ago on fashion design but fell in love for the fashion business. On top of that, she worked for many big Australian brands and co-hosted the American reality “Style Squad” in 2016-17.

Today, she is one of the most stylish women of Australia and shares her experiences on the project Where Did Your Style Go, a consulting for women and men, and continues to collaborate with some of the biggest fashion brands in the world. Tash’s professional credits now also extend to her own art business Sefton Segedin with business partner and sister Hayley Segedin. Of the launch of Where Did Your Style Go, Tash explains:

“I started in this industry because of my obsession and love of fashion – it’s never been about the bling or selfies – but the journey of why I yearn to find the perfect item and treasure it”

How do you define your style?
My style has changed over the years but essentially its high street mixed with high end, denim most days but now I am embracing subtle colors and prints….which is new for me! I only ever used to wear black, white and grey and a stripe was my print. Australian weather is glorious and our lifestyle allows us to have a very layback style here. 

In your opinion, there are rules inside the fashion world?
If there are rules there shouldn’t be! I just did an article on my new website about the style myth and people’s interpretation of what style is. I am very much a believer in wearing fashion your way and it comes from how you feel on the inside. It shouldn’t be defined by what a designer says is in fashion or isn’t.

What is the biggest difficulty in working with something that is constantly changing?
I don’t think it’s difficult as it pushes me to always be looking ahead and do better. As I used to work as a buyer for most of my career I know how to predict change and navigate through the shifts…. it’s in my DNA! 

Who are your inspirations?
My family are very inspirational – my sisters are very successful business women (not in the fashion world) and being around them really makes me learn and stay humble in this crazy fashion world! I am really lucky to be surrounded by incredible women making a real impact in our community, my family and close friends are my inspirations. 

https://www.instagram.com/p/B-jOybnFHVF/?utm_source=ig_web_copy_link

Photos: Courtesy of Tash Sefton

Jeanne Damas

Jeanne Damas, como sua Paris, não cabe em tradução. Tal qual a cidade que chama de casa, a “It-Girl” Francesa não pode ser decifrada à primeira vista. Conhecê-las a fundo é um exercício para a eternidade no mínimo.

O Poder da Espontaneidade e do Carisma

jeanne-damas @jeannedamas

“A mulher francesa é natural e charmosa, e elas sabem como explorar de maneira positiva as suas falhas”

Há provas suficientes que atestam que o mundo gira mesmo é em torno de Jeanne Damas. A francesa, alçada à fama graças ao seu estilo único, nunca buscou os holofotes, mas em tão pouco se esquiva deles e ainda assim, a órbita das coisas insiste em colocá-la no centro das atenções. Ainda que tenha todos os olhos voltados para sua carreira e vida pessoal, Jeanne segue dona de si e prova que, como o movimento rotacional, um velho ditado também estava errado: A história se repete, sim, mas a primeira vez como ficção e a segunda não. Isso porque a fala fantasiosa de Marquesa de Merteuil, personagem do romance “As Ligações Perigosas”, de Chordelos de Laclos, virou realidade nas mãos (e na vida) da bela mademoiselle: “Digo meus princípios, e digo-os propositadamente; pois não provêm, como o de outras mulheres, do acaso, nem são recebidos sem exame ou seguidos por hábito; são os frutos de minhas profundas reflexões; criei-os, e posso dizer que sou minha própria obra”. Além da força e sagacidade, ambas as mulheres as da literatura e da vida real compartilham outra característica bastante importante: São francesas. Tamanha semelhança não pode ser mera coincidência, sobretudo quando se põem em perspectiva o fato de que outras grandes mulheres de carne, osso e músculos, como Coco Chanel e Joana D’Arc, também nasceram no mesmo país.

“A mulher francesa é natural e charmosa e elas definitivamente sabem como explorar de maneira positiva as suas falhas”, divaga Jeanne, em uma modesta tentativa deexplicar o sucesso das francesas. Já para entender melhor a ascensão da própria it-girl é preciso considerar sua habilidade nata de se manter verdadeira aos seus valores e estilo. “Creio que sou bastante espontânea, então manter os pés no chão é algo super natural na minha vida faz parte de quem eu sou”, continua, aprendi, aliás, que é exatamente isso o que as pessoas preferem”. A lição, como era para ser, veio a partir da própria experiência: “quando uma marca ou empresa tentou, de alguma maneira, me mudar ou pedir para que eu usasse uma roupa que não ma agradava de verdade, esse sentimento transpareceu, a pessoas perceberam”.

“O lado bom de fazer tantas coisas diferentes é que há menos pressão. é um alívio, por exemplo, participar de um casting sabendo que, ainda que você não passe, vai estar tudo bem. isso coloca um fim no estresse e transparece no trabalho”

Mas a bela já não teme repetir o erro: “Por essas e outras que agora eu me envolvo somente com projetos que me deixam confortável e que eu acredito de verdade”. Muito do que Jeanne é e do que se tornou se deve à presença constante da mãe, declaradamente uma de suas maiores inspirações. “Eu ainda sou muito próxima a minha mãe. Às vezes até demais. Falamos ao telefone diversas vezes por dia, e não são poucas as vezes em que compramos roupas e calçados iguais, porque temos gostos muito parecidos”, declara. Como elas fazem para não repetir o look uma da outra? “Antes de nos encontrarmos, mandamos mensagem ou telefonamos para garantir que não estejamos vestindo a mesma coisa”, confessa aos risos. Toda a animosidade lhe é eclipsada pela seriedade dos negócios. Hoje, como atriz, modelo e empreendedora, a jovem parisiense tem de equilibrar todas funções em um dia de “apenas” 24 horas. “Não tenho uma rotina estabelecida, cada dia é uma novidade. No momento, por exemplo, estou trabalhando em um livro para a Grasset. A obra vai trazer uma compliação de 40 mulheres parisienses bem distintas, de diferentes idades e regiões da cidade. Isso me ocupa três manhãs de uma semana. Geralmente passo as tardes no escritório, trabalhando na minha marca, a Rouje, ao lado da minha equipe”, conta Damas.

Como não é uma pessoa definida pela boa organização, Jeanne comenta que o fato de poder organizar e flexibilizar a própria agenda é bastante positivo, e que suas noites são inegociáveis. “Meus jantares são uma constante e na maioria das vezes vou a restaurante com os meus amigos”. As longas noites são compensadas logo no começo da manhã seguinte, quando a bela se dedica a passear pelo mercado local, saboreando o impagável clima intimista que seu bairro tem nas primeiras horas do dia. É difícil imaginar, porém, que alguém tão livre e tão despreendida do tempo poderia se envolver simultaneamente em tantas atividades distintas. “Não é que eu escolhi todas essas vertentes profissionais, mas as coisas se encaminharam assim, por sorte e pelos encontros da vida”, explica. “Eu sou extremamente aberta e curiosa, e adoro trabalhar com pessoas diferentes. Sou particularmente apaixonada pela liberdade e criatividade dos palcos de teatro, e ao mesmo tempo eu optei por criar a minha própria marca de roupas um projeto feito para durar, ao qual eu me dedico por completa”, conclui. Enquanto muitos focam nos desafios de aceitar tantos desafios ao mesmo tempo, a sempre irriquieta parisiense prefere ter suas atenções nas vantagens: “O lado bom de fazer tantas coisas diferentes é que há menos pressão. É um alívio, por exemplo, participar de um casting sabendo que, ainda que você não passe, vai estar tudo bem. Isso coloca um fim no estresse e transparece no trabalho”, pontua.

“Em Seoul nos hospedamos na casa de uma vovózinha, que cozinhava pratos tradicionais. Nós dormíamos na sala, e eu posso lhe dizer que foi uma experiência enriquecedora, que nos abriu os meus olhos cultualmente falando”, lembra emocionada.

A maturidade atípica para uma jovem de sua idade é facilmente explicada por sua carreira e experiência profissionais e pessoais. Apesar dos diversos títulos, há que ainda insista em lhe chamar de blogueira, e ela não se incomoda, apesar do equívoco. “Acho maravilhoso poder viver de um blog, mas eu não acho que sou uma blogueira e nem nunca serei, porque eu comecei no tumblr, onde eu levava ao ar fotos minhas e dos meus amigos, e nunca ganhei dinheiro com isso”, argumenta. Por sentir na própria pele o poder das mídias sociais, Jeanne tem propriedade para defendê-las: “Acho que as mídias sociais são positivas, porque elas abrem discussões importantes e permitem que todos façam parte de um determinado grupo”. A popularidade em redes sociais, porém, parece não ter lhe afetado o juízo e o bom senso. “Não acho que é necessariamente cool ter um monte de likes e seguidores, mas é inegável que a coisa se tornou um negócio de verdade. As marcas finalmente entenderam o impacto e a visibilidade que podem obter graças aos usuários populares das redes”, aponta. Longe dos flashes, dos trabalhos e das distrações da própria popularidade, Jeanne faz questão de vivenciar experiências reais na França e em outros lugares do mundo. Cerca de dois anos atrás, por exemplo, a modelo visitou a China e a Korea, e fez questão de ficar com locais em ambos os países.

Suas viagens pelo mundo lhe ensinaram coisas importantes sobre a vida, mas também sobre a moda. “Surpreendentemente, achei os coreanos bastante fashionistas, e constatei que os nórdicos têm mesmo um senso de estilo incomparável”, acrescenta. Falando de alguns conceitos mais atuais, Jeanne declara que é apoiadora fervorosa da onda genderless da moda. “Adoro essa proposta de misturar os gêneros quando o assunto é vestuário, porque há coisas magníficas para serem exploradas tanto na seção feminina, quanto na seção masculina”, afirma. A ausência de marcas específicas em suas falas e declarações não é mera formalidade, porque a moça é convicta em falar que não liga para etiquetas. “Gosto mesmo é de artigos vintages do exterior, porque são peças única. Aqui em Paris, eu gosto de comprar esse tipo de moda da Courreges ou da YSL, em uma boutique na Rue Rochebrune, também conhecida como ‘A moda Vintage’”, aconselha. Com base em suas próprias descobertas, Jeanne tem ainda uma série de dicas a compartilhar, mas o faz com apenas um: não siga as ‘tendências’, é importante ser verdadeiro consigo e, principalmente, com os outros, porque o mundo, seja entorno de Jeanne ou do Sol, não deixa nunca de girar.


Fotógrafo: Fe Pinheiro
Estlista: Julie Basselin
Assistente: Axelle Teixiera
Cabelo: Stéphane Bodin
Maquiagem: Louise Garnier

Direção: Claudia Ribeiro Bernstein